Segunda-feira, 1 de Junho de 2009

Desligar a ficha.

Este blog tem estado ligado à máquina.
Hoje arranjei tempo para desligar a ficha.


A Verdadeira Oposição

Junho de 2007

Junho de 2009

Quinta-feira, 19 de Março de 2009

Apareceu há uns dias uma notícia sobre uma escola na zona de Barcelos em que 17 crianças ciganas tinham aulas num contentor, separadas das restantes crianças da escola. Escândalo!
A palavra contentor incomoda muita gente. Substitua-se por pré-fabricado. Não acredito que pusessem os miúdos num contentor sem condições nenhumas e em que chovesse no Inverno e assassem no Verão. Se bem que isso aconteça em bastantes edifícios escolares neste país.
Segundo o que disse a directora da DREN eram crianças que já tinham abandonado a escola e que foi feito um esforço para que voltassem. Vão à cantina com os outros miúdos da escola e estão todos juntos no recreio.
Não percebo como é que isto chega a notícia. Devia ser perfeitamente natural que alunos que têm dificuldades (se fossem brilhantes não tinham abandonado) sejam colocados numa turma de parte para aprenderem de uma melhor forma.
Os pais das crianças não se queixaram, por isso não devem estar contra. Possivelmente porque o rendimento escolar será melhor. É mais produtivo colocar alunos em turmas de acordo com as suas capacidades ou circunstâncias escolares (neste caso regresso ao meio escolar depois do abandono). De outro modo acaba por acontecer uma coisa péssima. Os alunos com dificuldades de aprendizagem não acompanham os alunos médios e desanimam, levando a que desistam cedo. Os que aprendem mais facilmente aborrecem-se de estar a avançar devagar. Tem que se exigir trabalho e empenho, mas de uma forma a que as pessoas desenvolvam as suas capacidades.
Esta noticia não devia chocar, devia servir para mostrar uma orientação para o que pode melhorar nas escolas. Porque não acredito que as 17 crianças estejam de parte apena por serem ciganas. Isso alguns chamariam um figo.

Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2009

Um bom trabalho

Durante o último mês consegui compreender melhor porque é que os portugueses, em geral, nada ligam à política e à forma como o país é governado.
Nas últimas semanas passei pelo horror que é a época de exames para os alunos do segundo ano do meu curso. Entre estudar todos os dias, ir para o IST, comer, dormir (às vezes é preciso) sobra muito pouco tempo para ler ou ver as notícias.
Quase todas as pessoas neste país têm um problema semelhante. Não há tempo que sobre para mais nada. Os únicos que têm tempo para isso são aqueles que não fazem mais nada que não seja dedicar-se à política. São por isso chamados políticos profissionais.
Claro que as pessoas têm que trabalhar, mas isso não é impeditivo de uma participação activa. Acontece noutros países em que se trabalha tantas horas como em Portugal. O que afasta os cidadãos? Os anteriormente referidos políticos profissionais. Uma coisa que cause desinteresse nas pessoas é o constante sacudir de água do capote característico da maioria dos políticos. Um governo põe as culpas no anterior, que por sua vez já pôs as culpas no que veio antes, o qual também já se tinha desculpado com os outros e se formos a ver bem a culpa foi de D. Afonso Henriques. E esse já tinha posto as culpas na mãe.
Pode sempre perguntar-se porque é que, se os que lá estão são tão maus, ninguém se chega à frente para os substituir. É muito difícil. Segundo sei para uma candidatura às legislativas é preciso as listas serem apresentadas por partidos o que, à partida, mata qualquer hipótese de um verdadeiro independente ser eleito. Para uma eleição para Presidente da República em teoria nada impede o comum cidadão de tentar, mas é preciso uma máquina de comunicação para que alguém se faça ouvir.
Onde as pessoas podem conseguir mudar as coisas é nas eleições autárquicas. Mas o verdadeiro poder e aquilo que verdadeiramente está mal no país não está aí. Claro que um funcionamento mais transparente e menos suspeito em relação a "amizades" no poder local seria muito bem vindo mas no fundo não muda nada se quem estiver sentado no parlamento e nos ministérios não estiver para aí virado. E em geral não estão.
Por tudo isto uma pessoa comum não vai chegar a casa, cansada do trabalho, e por-se a ler os jornais do dia, ver o que está a ser discutido nos blogues, ver o telejornal. Não vai com certeza ler leis e documentos escritos muitos deles de forme muito difícil de perceber. Não vai, no fundo, preocupar-se em querer estar informada e questionar os responsáveis. Sobretudo quando temos responsáveis que se esquivam às perguntas dos jornalistas e da oposição.
É por tudo isto que eu me rio quando o Presidente ou o Primeiro-Ministro fazem um ar chocado com as fracas participações em actos eleitorais e dizem que os portugueses não se preocupam com o que se passa. Não façam um ar tão chocado senhores, fizeram um bom trabalho.

Sexta-feira, 30 de Janeiro de 2009

A cabala

Parece que nos últimos dias José Sócrates se tem desdobrado em explicações sobre o seu envolvimento no "caso Freeport". Decerteza que o menino de ouro do PS tem uma explicação boa e convincente, tal como teve na polémica sobre a sua licenciatura, tal como teve aquando das casas que tinha assinado e que afinal não eram dele. Lembremo-nos que foi este o homem que se lembrou do Magalhães, o primeiro computador português. Só que não é bem português. Quer dizer, as mãos que o montam são...
Eu tenho a certeza que José Sócrates não está a mentir. Digam-me quando é que o nosso Primeiro-Ministro alguma vez mentiu ao país? Eu não me lembro de nenhuma. A não ser quando disse que a crise não ia chegar a Portugal e depois foi o que se viu. Ou quando há uns dias fez passar um relatório sobre o 1ºciclo do ensino básico que indicava melhorias como sendo da OCDE. Ou quando disse que tinha toda a confiança nos seus ministros e duas semanas depois o da Saúde e a da Cultura estavam no olho da rua. "I did not have sexual relations with that woman...". Espera, esse é outro mentiroso compulsivo.
Voltando ao nosso grande líder e ao nosso cantinho do mundo, obviamente que não lhe vai acontecer nada mesmo que tenha feito trinta por uma linha. Em Portugal ninguém é condenado por corrupção. Com exepção da Fátima Felgueiras, que de uma resma de crimes foi condenada a meia dúzia de anos de pena suspensa. E ainda foi considerado uma vitória. São estes os responsáveis políticos que temos. Desde que não acabem po ir parar ao xilindró é óptimo para eles. Mesmo que tenha ficado provado em tribunal que é uma pessoa corrupta. Ao menos o Al Capone fazia as coisas às claras, toda a gente sabia o que ele fazia ou não.
José Sócrates, sempre que existe alguma suspeição ou alguma dúvida sobre as suas actividades antigas ou correntes reage da mesma maneira. É umja cabala, há forças ocultas que querem afectar o seu bom nome. O bom nome que tinha perdeu-o no momento em que se tornou o motivo de chacota do país por causa da bronca da licenciatura, coisa que nunca ficou bem explicada. Uma piada usual no IST é um aluno do segundo ano dizer que é "mais engenheiro que o Sócrates, porque ja fez a cadeira de inglês técnico". Um jornalista que publique uma notícia que não convém ao Governo está metido na cabala contra o Primeiro-Ministro. Um comentador político que tenha uma opinião contrária a Sócrates ou que ache que ele fez algo mal feito, está na cabala também. Eu por escrever isto devo ter a polícia a tocar à porta daqui a uns minutos. Olha são eles...
Afinal era correio.
Mas decerteza que a carta tem uma escuta qualquer para determinar se eu sou ou não um importante conspirador contra o brilhante Primeiro-Ministro José Sócrtates. Porque ele é semi-divino. E quem disser o contrário está metido na cabala.
Haja paciência para este país e os maluquinhos que cá vivem...

Terça-feira, 30 de Dezembro de 2008

Bombas em Gaza

Há já alguns dias que a aviação israelita bombardeia Gaza. Certamente que muito poucas pessoas estão contentes com esta situação. Não é bonito ver imagens destas.
Seria bem melhor que o conflito fosse resolvido através das vias diplomáticas. Mas com quem pode Israel negociar? A comunidade palestiniana está dividida. Em Gaza governa o Hamas, uma organização que não reconhece o Estado de Israel e que tem como objectivo expulsar os judeus. Apesar de terem vencido eleições democráticas e serem os legítimos governantes (em condições normais seriam) da Palestina, é difícil encetar conversações quando uma das partes não reconhece a legitimidade da outra. Por outro lado, na Cisjordânia governa a Fatah, cujas declarações de um conselheiro do presidente seriam consideradas traição em qualquer país do mundo. A ausência de lideres credíveis de um dos lados tornam bastante duvidoso o sucesso de qualquer negociação.
É dificil apoiar uma acção militar de um dos exércitos mais poderosos do mundo contra uma região que não tem tropas regulares e onde se vive de uma forma muito dificil. Mas também ainda não vi nenhuma explicação sobre o que deveriam os israelitas fazer enquanto chovem rockets no sul do país. Ninguém pode esperar que Israel fique quieto sem nada fazer. Desde o dia 19 de Dezembro, quando terminou a trégua, e o inicio da intervenção cairam mais de duzentos rockets. Torna-se uma situação insutentável ter a população daquela zona sem saber se lhe cai um rocket em cima quando sair de casa.
Posto isto que acontecerá nos próximos dias? O que Israel quiser. O governo israelita sabe que a Europa e a ONU só apelam ao cessar fogo, mas nada podem fazer. Pela parte dos EUA sempre tiveram as costas quentes.
Só podemos esperar para ver.

Sábado, 29 de Novembro de 2008

4:28

Estava eu sem nada para fazer quando o telemóvel tocou. Era um amigo meu a perguntar-me se eu não queria ir a um debate, já não me lembro bem sobre o quê. Como não estava a dar nada na televisão e já estava farto de jogar computador, lá fui.
O dito debate era organizada por um partido, um dos grandes, já não me lembro qual. Os oradores não eram grande coisa. Demasiado facciosos, só transmitiam uma visão muito superficial e parcial do tema que estavam a tratar, curiosamente, ou não, a posição defendida também pelo partido organizador. Na parte das final foi possível o público fazer perguntas ao painel do debate. Massacrei-os até mais não, mostrando as claras falhas nos seus raciocínios, acabando por ser um pouco olhado pelos carneiros sem opinião que formavam a maioria da assistência.
No final do debate um sujeito que tinha estado sempre no fundo da sala aproximou-se de mim e disse que era bom que houvesse jovens interessados naqueles temas. Apresentando-se a si mesmo como um quadro do partido, e que queria o meu mail para enviar informações sobre outros debates e eventos. Dei-lhe o mail.
Passadas umas semanas recebi uns mails com informações sobre conferências e sobre como ser membro da juventude partidária. Apenas um dos eventos me interessou. Lá voltei a encontrar o dito sujeito. Desta vez falou-me da juventude partidária, do que desenvolviam, etc. Não me mostrei interessado. Continuei a receber mails com informações de eventos, mas os da juventude partidária iam directamente para o caixote do lixo virtual. Fui a mais uns eventos. O homem continuou a falar-me da juventude partidária e, não sei porquê, aceitei filiar-me.
Passei a ir a alguns encontros, mas não estava muito para lá virado. Certo dia disseram-me que eu era o candidato ideal para a associação de estudantes da minha Universidade. Disseram-me também que os tipos que lá estavam eram de outro partido e que era importante o nosso conseguir estar na associação de estudantes de uma Universiade tão importante. Teria apoios por parte do partido, gente para me ajudar a trabalhar nas coisas. Se quisesse nem tinha que trabalhar, só dar a cara pela coisa. Com a perspectiva de época especial no fim do ano, ser mais conhecido pelas pessoas da Universidade, meninas incluidas, e, segundo o pessoal da juventude partidária, impressionar os lideres do partido, lá fui. Não foi muito complicado. Passados dois meses de me terem proposto a candidatura, era presidente da AE.
Agora era um membro destacado da juventude partidária e fui por isso convidado para o congresso do partido. Bem, três dias de férias pagas em Braga não era mau. Cheguei cedinho, pus as coisas no hotel e fui para o centro de congressos, com o mp3 num bolso e A Bola na mão, não fosse a coisa ser mais chata do que pensava. Já não me lembro do que se falou no primeiro dia. Só me lembro que antes do jantar o presidente do partido veio falar comigo. Que tinha muito gosto em me conhecer, que me dava os parabéns pela vitória nas eleições para a associação de estudantes. Depois foi directo ao assunto. As eleições legislativas aproximavam-se e, como era normal, três dos candidatos a deputados seriam da juventude partidária. O presidente da jota, claro seria um deles, pelo distrito do Porto. Tinha também que haver uma mulher, coisa de quotas ou porque pareci8a mal que não fosse, ou qualquer coisa do género. Já estava escolhida, era uma rapariga do distrito de Setúbal. Falatava alguém, que seria do distrito de Lisboa. E os chefes do partido achavam que devia ser eu. Aceitei. E eu que pensava que o homem era uma besta. Afinal até é boa pessoa.
Comecei a reunir-me com acessores de imagem. Basicamente diziam-me o que podia ou não dizer, o que podia ou não fazer. Dois meses antes das eleições comecei a percorrer o distrito com membros do partido. Conheci muita gente que há anos via nas televisões. Apareci num debate , virado para os jovens, sobre as eleições. Brilhei a todo o nível, o gajo do bloco devia estar mais interessado na ganza que ia fumar à noite. O comunista sabia-se o que ia dizer antes de abrir a boca. O mesmo para o betinho do CDS. O outro tipo deu mais luta, mas nada que eu não desse conta.
Chegada a noite eleitoral estava tudo em pulgas na sede do partido. Metade dos candidatos a deputados já tinham bebido tantos whiskys que aquilo parecia a queima das fitas. Quando as televisões começaram com os especiais eleitorais ninguém saia da frente das televisões. O líder do partido e o número dois foram confirmados como eleitos passados poucos minutos. Sendo os cabeças de lista por Lisboa e pelo Porto era certo. A noite desenrolava-se sem grandes sobressaltos. Não elegemos ninguém em Beja e Évora, mas estavamos com mais 2 eleitos em Lisboa, Porto, Braga e Setúbal. Entretanto as urnas também já estavam fechadas no Açores. E estavamos a ganhar. Eu estava abaixo de metade da lista por Lisboa. Dificilmente seria eleito. Mas a coisa correu bem.passava da meia-noite quando a minha cara apareceu na televisão. Bem, não era a minha cara, era uma mancha escura. Não tinha fotografia minha. Não fazia mal, mandei uma garrafa de champanhe de penalti, perante o olhar espantado do próximo Primeiro-Ministro.
Pouco tempo depois fomos para o discurso de vitória. Falava o líder do partido. Por trás estava um ex-Presidemte da República, vários antigos ministros, presidentes de câmara de cidades importantes. Precisavam, de uma cara jovem. Lá fui eu, relutante em largar a garrafa de vodka que tinha sobrado das horas anteriores.
O líder falava de uma nova era. De esperança. De um governo que iria governar sabiamente. De baboseiras que ninguém acredita. E a audiência aplaudia. E eu era dos que, atrás do alvo das criticas dos portugueses durante os próximos quatro anos, aplaudia ainda mais.
Acordei, suado e a gritar. Parecia tão real. Olhei para o despertador. 4:28. Ainda tenho mais hora e meia para dormir. Só espero não ter outro pesadelo destes. Livra!

Sábado, 25 de Outubro de 2008

"Estou a pensar, por exemplo, em Cuba..."

Ultimamente não tenho visto muitas vezes o "Frente a Frente". Para quem não conhece é um programa que passa na SIC Notícias, por volta das 21h30, em que, todos os dias uteis, duas personalidades discutem a actualidade. Vi-o ontem. E sinceramente preferia não ter visto.
O programa de ontem, moderado, como sempre, por Mário Crespo, tinha como intervenientes Teresa Caeiro, do CDS-PP e Odete Santos, do PCP. Normalmente quando Teresa Caeiro participa neste programa já se sabe quem vai vencer. O adversário, claro está. Raramente na minha vida vi alguém que conseguisse debitar a mesma quantidade de disparates por minuto que a militante do CDS consegue. Mas todos têm o seu momento para brilhar. E o de Teresa Caeiro foi ontem. Não porque fosse particularmente brilhante, porque convenhamos, ninguém espera que um membro do CDS consiga um grande raciocínio, mas porque a sua adversária conseguiu ridicularizar-se por completo.
Todos sabemos que o PCP é o partido da cassete. Os membros do partido comunista irão repetir ad eternum as mesmas coisas. Não têm noção das barbaridades que dizem e vivem num mundo que acabou há muitos anos.
O tema do debate acabou por ir parar à actual crise. Claro que para Odete a culpa é dos "senhores do dinheiro". Não duvido que a ganância de muita gente tenha levado a que as coisas corressem para o torto. Mas o ataque cego à malvada economia de mercado acabou por virar-se contra a aprendiz de feiticeira. Teresa Caeiro fez a pergunta óbvia que qualquer pessoa faria, se Odete Santos conhecia algum país que proporcionasse o bom nível de vida aos seus cidadãos e que não funcionasse em economia de mercado.
A militante do PCP disse que sim, mas que não dizia. Mário Crespo pediu-lhe que dissesse. Eu, sentado no sofá, já adivinhava o que aí vinha. Odete acabou por satisfazer a curiosidade do moderador e a minha. O país modelo para Odete Santos é Cuba.
Fiquei ontem a saber que o paradigma de desenvolvimento económico e social para uma militante destacada de um partido com assento parlamentar é um país sem liberdades individuais, sem imprensa livre, sem pluralismo politico. A certa altura o debate já parecia a discussão entre um adulto e o filho de cinco anos. Teresa Caeiro argumentou com a falta de liberdades e tudo mais, mas Odete foi intransigente. Cuba é um paraíso. Não há presos políticos, não há miséria, ou por outra há, mas é apenas culpa do embargo americano.
Não sei de facto como é que os comunistas portugueses conseguem ser tão intransigentes na defesa de ditaduras apenas porque são controladas por pessoas com ideologia igual à deles. Odete Santos tem uma fixação com Cuba. Já Bernardino Soares defende com unhas e dentes a Coreia do Norte. Em qualquer país democrático estas personagens seriam uma anedota nacional. Portugal deve ser o único país civilizado em que um partido comunista tem mais de 6% dos votos. Mesmo depois de toda a miséria que os regimes comunistas trouxeram aos países que governaram, mesmo sabendo-se que a Coreia do Norte gasta um terço do seu PIB nas forças armadas enquanto a população morre à fome. Mas isso é com certeza propaganda capitalista.
Uma dica aos comunistas. As cassetes já são uma tecnologia do passado. Querem que eu vos grave uns CD's?